ENTREVISTA - MARCOS PEREIRA - Eleições devem dar Impulso

Marcos Pereira da Silva, Presidente Nacional do PRB
O PRB, partido que ganhou destaque por conta do falecido ex-presidente José Alencar, deve ganhar impulso neste ano. Parte do destaque que a sigla tem alcançado se deve à projeção, na maior cidade do País, do pré-candidato à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno. Além disso, a presidente Dilma Rousseff nomeou, no último dia 29, o senador Marcelo Crivella (RJ), ao posto de ministro da Pesa. O presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, conta ao Jornal de Brasília que a legenda pretende entrar no páreo também nas cidades da Região Metropolitana do Distrito Federal, onde, segundo ele, haverá candidatos a vereador em todos os municípios que compõem a região. Cauteloso, ele ressalta que ainda não é o momento de entrar nas disputas às prefeituras da Região Metropolitana, pois o “partido ainda é novo”, destaca. Quanto às alianças a serem formadas pela grande
aposta do partido na capital paulista, Celso Russomanno, Pereira afirma que as conversas ainda estão em fase inicial e que a intenção é de se aliar a legendas que possam somar mais tempo de propaganda na tevê para o candidato.
Confira a entrevista.

Quais são os planos do PRB para as eleições nas cidades da Região Metropolitana do DF?

Neste ano, vamos ter candidatos em todas as cidades da Região Metropolitana e pretendemos eleger pelo menos oito vereadores.
Por enquanto, não teremos candidatos a prefeito. O partido é novo, temos apenas seis anos e já disputamos apenas duas eleições.

Em qual região ou estado o partido alcançou melhores resultados?

Elegemos 54 prefeitos e o estado no qual tivemos melhores resultados foi no Ceará. Ainda não temos quadros de candidatos o suficiente para disputar eleições em todos os municípios. Além disso, e preferimos qualidade à quantidade.

O representante do partido na Câmara    Legislativa,    Evandro Garla, levanta a bandeira da juventude. Essa temática será uma das apostas da legenda para as eleições deste ano?

Sim, nos temas que envolvem a juventude, vamos trabalhar com a questão do combate às drogas e também com o primeiro emprego.
Uma das nossas militâncias mais fortes é a do PRB Jovem, cujo presidente nacional é o Evandro (Garla).

Na cidade de São Paulo, o pré-candidato do PRB à prefeitura, o ex-deputado federal Celso Russomanno, aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos. Como estão as negociações para a formação de chapa com ele?

O PRB tem conversado com vários partidos. Alguns maiores, outros menores. Sempre há uma dificuldade no que diz respeito a formar uma chapa nesse momento (com antecedência, antes das convenções partidárias). Nem o PT, nem o PSDB decidiram chapa ainda. A única aliança já fechada foi a do PMDB com o PSV. Só lá para o mês de maio iremos estar com esse cenário definido. Só estamos em conversa mais adiantada com o PTN. A intenção é fechar com partidos que possam nos acrescentar tempo de propaganda na televisão.

Como o destaque de Russomanno nas eleições na capital paulista deve contribuir para o crescimento do partido a nível nacional?

Contribui porque você consegue projetar o nome do partido na mídia para outros lugares. E nós começamos a tomar outra dimensão e ser vistos de outra forma nos estados.
Como o Sr. avalia a visibilidade do partido nacionalmente?

A visibilidade é outra em relação a antes da vinda do Russomanno (filiado desde outubro de 2011) para o partido. E também melhorou após o anúncio do senador Marcelo Crivella como ministro da Pesca.

Celso Russomano falou que gostaria que Fernando Haddad – pré-candidato pelo PT à Prefeitura de São Paulo – fosse candidato a vice em sua chapa. Isso causou algum tipo de desconforto com o PT?

Não tenho conhecimento de que tenha havido algum desconforto. A situação é que o Russomanno não desistirá, de forma alguma, de sua candidatura. Acontece que o Haddad caiu nas pesquisas. E o PT deve mantê-lo como candidato pelo fato de o partido ter muito tempo de propaganda na TV e também porque Lula é seu principal cabo eleitoral.
Acredito que, com isso, eles esperam superar as dificuldades da pré-candidatura de Haddad.


“Neste ano,
vamos ter
candidatos em
todas as cidades
da Região
Metropolitana”


Ainda é cedo, mas já existe alguma articulação do PRB para as eleições de 2014?
Não temos nada em vista. Antes de pensarmos em 2014, precisamos passar pelas eleições desse ano.

Como se deu a decisão, pelo partido, de se escolher o senador Marcello Crivella para o Ministério da Pesca, já que havia a promessa, desde as eleições de 2010, de se destinar um ministério ao PRB no governo Dilma Rousseff?

Na verdade, eu tinha um outro nome para essa pasta, que era o de Flávio Bezerra, secretário da Pesca do Ceará, pois ele foi o deputado relator que criou o ministério e conhece do assunto. Só que a presidente Dilma disse que gostaria de ver Crivella como titular.
Talvez pelo fato de o Crivella ser hoje a figura mais conhecida dopartido nacionalmente.

Como o partido avalia essa tentativa de aproximação da bancada evangélica com a nomeação de Crivella? Acredita que há uma dificuldade de diálogo do Governo Federal com esse setor?

O governo já tem um interlocutor para falar com os segmentos da sociedade, que é o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. O Crivella pode até vir a ajudar com o diálogo, mas não acredito que essa tenha sido a intenção da presidente. Não vejo que haja dificuldade no diálogo. Houve, sim, um equívoco durante a campanha (quando Dilma Rousseff chegou a falar sobre descriminalização do aborto). Só que isso já é um assunto superado. Houve também a polêmica em torno da elaboração e distribuição do Kit Gay (material didático voltado à educação sexual desenvolvido pelo Ministério da Educação), mas que também foi superado.

O PRB tem origens na questão do municipalismo, mas chegou a ter um vice- presidente da República (José Alencar). A veia municipalista continua firme para o partido?

Continua, sim. A mudança do nome (inicialmente, a sigla se chamava Partido Municipalista Renovador – PRN) foi uma sugestão do José Alencar. A proposta continua em cima dessa questão, porque as pessoas moram nas cidades, e por isso, primeiro é natural que se pensa nos problemas da cidade. E quem tá mais próximo do cidadão são os prefeitos e vereadores.

Fonte: Jornal de Brasília
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