![]() |
| Garibaldi afirmou que secretária deverá cuidar de políticas voltadas para os idosos |
- O ministro da Previdência
Social, Garibaldi Alves Filho, disse nesta sexta-feira que o governo estuda a
criação de uma secretaria para tratar de políticas relacionadas ao idoso. De
acordo com o ministro, a Secretaria Nacional do Idoso, como deverá ser chamada,
inicialmente, não terá status de ministério.
“Dentro de dois meses um grupo vai se
reunir e tudo indica que vamos ter a possibilidade concreta de anunciar a
criação da secretaria nesse período”, disse, logo após reunião com as centrais
sindicais para discutir o fim do fator previdenciário e o aumento para os
aposentados que ganham mais de um salário mínimo.
Segundo Garibaldi, a criação de uma
secretaria para tratar de políticas públicas para idosos é uma reivindicação
antiga dos sindicatos. “Há algum tempo vem se reivindicando uma secretaria do
idoso, a exemplo de outras secretarias que foram criadas. O fato de uma
discussão como essa [sobre o fim do fator previdenciário e aumento de
aposentadoria para quem ganha acima do salário mínimo] às vezes não avançar
como desejamos é pela falta de uma secretaria que pudesse dar mais objetividade
à discussão”, avaliou.
O ministro disse que não foi possível estabelecer uma nova proposta para
o fim do fator previdenciário. “O que ficou claro é que o governo, com essa
crise internacional que persiste, não vai ter
condições imediatas de atender ao aumento real para os que ganham acima do
mínimo e atender também a um calendário para a finalização do fator
previdenciário nem uma conclusão para a substituição ao fator.”
Garibaldi destacou que o reajuste
para os aposentados que ganham acima do mínimo deve ficar para o próximo ano e
que o governo pretende discutir com as centrais uma política de valorização das
aposentadorias como foi feito com o salário mínimo.
O presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Inocentini,
disse que o fim do fator previdenciário é o cenário ideal, mas que as fórmulas
(mecanismos mais simples para calcular a aposentadoria) já apresentadas pelas
centrais podem voltar a ser discutidas.
“Nós colocamos essas fórmulas na mesa
e para nós já havia algum entendimento sobre isso com o governo. O bom mesmo
era o fim do fator, mas a fórmula era melhor do que o fator. O governo recuou e
não deu sequência. Queremos abrir a discussão porque entendemos que essa
fórmula poderia resolver e criar um impacto menor nas aposentadorias”, disse.
Parte das centrais defende a fórmula
85/95, que soma a idade do trabalhador e o tempo de contribuição. Para as
mulheres essa soma seria 85 e para os homens, 95. Quem atingisse esse número
teria direito à aposentadoria integral. Há ainda centrais, como a Força
Sindical, que defendem a aposentadoria integral ao trabalhador cuja soma da
idade e do tempo de contribuição resultar em 80 (mulher) e 90 (homem).
As
informações são da Agência Brasil


Postar um comentário