Cuidado com as crianças que acessam o Facebook


O Brasil lidera na lista dos países que mais utilizam o Facebook, dos 20 milhões de jovens que utilizaram ativamente a rede social no ano de 2011, 7,5 milhões – ou mais de um terço – tinham menos de 13 anos e não poderiam navegar pelo site. Isso de acordo com a política de privacidade, só a partir do 13 anos, mas não é o que vem ocorrendo.
O Facebook,  a fim de aumentar a segurança e o controle, trabalha com uma tecnologia que permite que os pais supervisionem os acessos feitos pelas crianças. Mas eles, muitas vezes, não têm controle sobre o perfil dos filhos. Segundo dados publicados em junho passado na revista Consumer Reports, dos EUA, mais de 5 milhões de usuários da internet tinham, na época, entre 10 e 13 anos, e as contas não eram controladas pelos pais.
Na rede social, os  usuários mentem a idade, impossibilitando um controle das informações compartilhadas. Pesquisas sugerem que 1 milhão  de crianças foram, de alguma forma, assediadas, ameaçadas ou submetidas a outras formas de cyberbullying.
No nosso país, ainda não há lei regulamentando a proteção a dados específicos de crianças na internet. O que existe são condições gerais do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, a lei não previu a expansão das redes sociais. Mesmo atualizado em 2008, não contemplou a proteção da privacidade de dados pessoais de criança e adolescentes na rede de computadores.
É muito importante os pais acompanharem o perfil das crianças para ver e saber o que está acontecendo. Nessa idade os adolescentes querem fazer parte de uma rede social, isso é muito natural nos dias de hoje. Como ainda não tem maturidade suficiente, a família tem que orientar os filhos para não expor a família.
Para que o filho confie nos pais têm que haver diálogo e respeito. Devem avisar os filhos que confiem neles, mas mesmo assim, vão controlar o que acessam na rede, porque qualquer coisa que acontecer será responsabilidade dos pais. O papel do pai e saber com quem o filho conversa e o que o filho faz na rede. Os pais devem avisar ao filho para não adicionar pessoas desconhecidas ou marcar encontros com quem ele não conhece.

Fonte: Correio Braziliense 
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