Número de trabalhador pobre e negro é quase o
triplo de pobre branco
Organização
Internacional do Trabalho diz que salário mínimo diminuiu disparidade salarial
Apesar do declínio da proporção de trabalhadores pobres no
Brasil entre 2004 e 2009, o percentual de trabalhadores pobres e negros (9,8%)
foi quase que três vezes superior em comparação aos brancos (3,4%) em 2009,
segundo o relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho):
"Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um olhar sobre as unidades da
Federação".
De acordo com a OIT, o rendimento médio do negro brasileiro
avançou cerca de 30% de 2004 para 2009, de R$ 607 para R$ 788, ao passo que o
dos brancos variou pouco menos de 20%, de R$ 1.143 para R$ 1.352, segundo
aponta o estudo. Apesar da queda no diferencial, em 2009 o rendimento do negro
esteve 40% abaixo do nível de ganho do trabalhador branco. Essa redução foi
observada em 18 das 27 Unidades da Federação.
Os níveis de desocupação dos jovens negros e negras, por
outro lado, caíram. No ano de 2009, a taxa de desemprego das mulheres jovens
(23,1%) era bastante superior à dos homens jovens (13,9%), diferencial que era
praticamente o mesmo registrado em 2004. A OIT aponta que os níveis de
desocupação dos jovens negros e negras (18,8%) também eram mais elevados que a
desocupação dos jovens brancos e brancas (16,6%) em 2009. A desigualdade era
ainda mais expressiva entre as jovens negras, cuja taxa de desocupação (25,3%)
foi praticamente o dobro em relação à dos jovens brancos do sexo masculino
(13,1%).
Pobreza
Apesar da evolução do emprego formal, a taxa de formalidade
feminina (50,7%) ainda era inferior à da masculina (57,0%) entre 2004 e 2009.
Em termos de cor, porém, essa taxa ainda era cerca de 46,8% para os
trabalhadores negros, o que expressa inferioridade em relação à taxa de
formalidade dos trabalhadores brancos (61,9%).
O nível de alfabetização em 2009 era ligeiramente maior
entre as mulheres (90,4%) que entre os homens (90,2%) e 7,5 pontos percentuais
superior entre os brancos (94,1%) em relação aos negros (86,6%).
Escolaridade e
rendimento
Diante da relação entre escolaridade e rendimentos, o
diferencial de remuneração existente entre trabalhadores negros e brancos no
seu conjunto poderia, em parte, ser explicado pelos menores níveis de instrução
da população ocupada negra. Entretanto, quando considerados os indicadores de
rendimentos por anos de estudo, os diferenciais praticamente não se alteram, independentemente
de maiores níveis de escolaridade.
Entre os trabalhadores com até quatro anos de estudo, os
rendimentos/hora de negros e pardos representavam, respectivamente, 78,7% e
72,1% do rendimento-hora dos trabalhadores brancos. Entre a população ocupada
com 12 anos ou mais de estudo (que a OIT considera escolaridade mais elevada),
os diferenciais são ainda maiores do que aqueles observados entre os de menor
nível de instrução: o rendimento por hora dos negros equivalia a praticamente
70% dos brancos, e permanecia praticamente inalterado no caso dos pardos de
maior escolaridade (73,8%) em relação aos brancos.
Fonte: r7
“Tudo tem uma razão, toda situação social tem uma raiz. A
discriminação que essa camada da
população viveu e ainda vive, para nossa vergonha, é resultado um longo processo de exclusão social que imperou na história
politico social brasileira. Na verdade, não deveria haver negros e brancos em situação de pobreza ou de
extrema pobreza, pois nessa condição, se
vivem no limite da existência humana. Já que essa realidade existe, resta-nos
para reverte-la um maior investimento na área social, para que aquilo que está previsto em nossa constituição Federal, artigo 3 º , III -
Não seja violado e assim venha abalar um dos principais objetivos da
República Federativa do Brasil (a erradicação da pobreza, da marginalização e
da redução das desigualdades sociais e regionais).”
Um grande abraço
Ricardo Quirino

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