Presidentes e representantes de sindicatos e associações de jornalistas pediram nesta quinta-feira (03) à Secretaria de Direitos Humanos (SDH/PR) a federalização da investigação de assassinatos recentes de jornalistas no país. O pleito foi entregue à ministra Maria do Rosário durante reunião com a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Associação Nacional de Jornais (ANJ), Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) e Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
Ao receber a solicitação, a ministra informou que a SDH estudará os casos e ressaltou a preocupação do governo federal com a crescente onda de assassinatos e violência contra profissionais de comunicação no Brasil. “Entendemos que a violência contra um jornalista é um atentado não só contra a pessoa humana, mas também contra a livre expressão da imprensa neste país, pois sabemos que trata-se, em geral, de uma tentativa de determinados grupos criminosos de calarem os profissionais de comunicação, que constantemente, veiculam denúncias contra estes grupos”, explicou Rosário.
A ministra disponibilizou a central de atendimento da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos – Disque 100 - para o recebimento de denúncias de violência contra jornalistas e determinou a criação de um Comitê de Acompanhamento, no âmbito da SDH/PR, para monitorar e desenvolver ações para combater o aumento da violência contra o segmento. “Com este instrumento, teremos como fazer um acompanhamento mais detalhado sobre estes casos, criando estatísticas e políticas públicas para garantir que estes crimes sejam punidos e coibidos”, destacou.
De acordo com as entidades do setor de comunicação, apenas nos últimos 12 meses, cinco ou seis jornalistas foram assassinados no país. O caso mais recente foi no Maranhão, onde o jornalista blogueiro Décio Sá foi assassinado a tiros dentro de um restaurante, no dia 23 de abril.
Também estiveram presentes no encontro o diretor executivo da ANJ, Ricardo Pereira, o diretor da Altercom, Renato Rovai, o presidente da FENAJ, Celso Schröder, entre outros dirigentes das entidades.
- Leia um trecho de um discurso do Secretário do Idoso Ricardo Quirino em 2008 enquanto Deputado Federal na Câmara dos Deputados.
"Em 2007, Senhor Presidente, o jornalista Luiz Carlos Barbon Filho foi assassinado no interior de São Paulo por pulicar matérias que denunciavam casos de corrupção e aliciamento de menores.No ano passado, o jornalista Amauri Junior foi baleado quando fazia reportagens sobre violência no entorno do Distrito Federal.E não poderíamos esquecer mais um caso que marcou o fim da trajetória de mais um desses intrépidos profissionais, que foi barbaro assassinato do repóter Tim Lopes, que depois de fazer várias reportagens sobre o tráfico de drogas na favela Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro foi alvo da ação de traficantes".
Por Ricardo Quirino
Fonte: Assessoria de Comunicação Social-SDHM com adptação da ASCOM-Secretaria Especial do Idoso.

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